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BELEZA AMERICANA

Beleza Americana seria dirigido por Terry Gilliam, que terminou recusando o trabalho. Com isso, após indicação de Steven Spielberg, tornou-se o longa de estreia de Sam Mendes, um diretor egresso do teatro. O roteiro, escrito por Alan Ball, parte do mesmo foco narrativo explorado por Billy Wilder em Crepúsculo dos Deuses, com uma pitada de David Lynch em Veludo Azul, além de uma referência explícita ao Stanley Kubrick de Lolita. Na trama, somos apresentados a Lester (Kevin Spacey) e Carolyn (Annette Bening), um casal em estágio avançado de degradação. Eles têm uma filha, Jane (Thora Birch), e vivem no subúrbio uma vida aparentemente perfeita. Certo dia, Lester literalmente “chuta o balde”, tanto no trabalho, que ele detesta, como também em casa, onde o sentimento não é diferente. Mendes pouco interfere na condução do filme e deixa que os atores, todos fantásticos, liderem o espetáculo. Apesar da qualidade do elenco, é preciso destacar a excepcional atuação de Spacey, extremamente à vontade e crível no papel principal. Outro acerto do filme está em sua bem escolhida trilha sonora. Beleza Americana foi o grande vencedor do Oscar de 2000, quando conquistou cinco prêmios: melhor filme, direção, ator, roteiro e fotografia.
BELEZA AMERICANA (American Beauty – EUA 1999). Direção: Sam Mendes. Elenco: Kevin Spacey, Annette Bening, Thora Birch, Wes Bentley, Mena Suvari, Chris Cooper, Peter Gallagher, Allison Janney, Scott Bakula e Sam Robards. Duração: 121 minutos. Distribuição: Paramount. 

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2 respostas

  1. Grande filme. Ainda bem que o Gilliam não dirigiu, não que eu não goste dele – sou fã de 12 macacos e brazil -, mas o estilo dele não ia dar certo nesse caso.

    uma forte crítica ao american way of life.

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