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A PAIXÃO DE JOANA D’ARC

A vida do cineasta dinamarquês Carl Theodor Dreyer daria um filme. Filho de mãe solteira, aos dois anos foi entregue para adoção. Criado por uma família luterana, estudou em boas escolas e teve uma educação religiosa muito rígida. Trabalhou em escritórios, tornou-se jornalista, fundou um jornal, se envolveu com aviação e descobriu o cinema. Começou trabalhando como roteirista, depois passou para a montagem e, por fim, estreou como diretor. A Paixão de Joana d’Arc é um de seus filmes mais conhecidos. A questão da fé sempre foi um tema recorrente na filmografia de Dreyer. Marco do cinema mudo e da história do cinema, o filme conta a história da jovem francesa que liderou seus compatriotas na luta contra os estrangeiros. Apesar desse ato de heroísmo, foi presa, torturada e condenada à morte acusada de blasfêmia.  A atriz Maria Falconetti, que vive a santa guerreira, tem seu rosto filmado em planos fechados e de ângulos inusitados. Sua expressividade é comovente e Dreyer tira proveito disso para realçar a agonia de uma mulher que simplesmente lutava em defesa de seu país. A Paixão de Joana d’Arc é considerado um dos dez melhores filmes de todos os tempos. Uma obra simplesmente obrigatória.
A PAIXÃO DE JOANA D’ARC (La Passion De Jeanne d’Arc – França 1928). Direção: Carl Theodor Dreyer. Elenco: Maria Falconetti, André Berley, Maurice Schutz, Antonin Artaud, Michel Simon, Jean D’Yd, André Lurville, Jacques Arna, Alexandre Mihalesco, Henri Maillard, Henry Gaultier, Paul Jorge e Eugène Silvain. Duração: 82 minutos. Distribuição: Versátil.

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