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A LIBERDADE É AZUL

O cineasta polonês Krzysztof Kieslowski, quem diria, foi rejeitado por duas vezes quando tentou ingressar na Escola de Cinema de Lodz, na Polônia, a mesma que formou Andrzej Wajda e Roman Polanski. Ele não desistiu e na terceira tentativa obteve êxito e iniciou seus estudos de cinema. Depois de formado, começou a carreira de diretor em seu país natal e mais tarde, por questões políticas, migrou para a França. Quando da comemoração dos 200 anos da Revolução, em 1993, Kieslowski recebeu uma encomenda para realizar três filmes inspirados nas cores da bandeira francesa: azul, branco e vermelho. Bem como nos lemas nacionais: liberdade, igualdade e fraternidade. Nascia aí a “trilogia das cores”. O primeiro filme, A Liberdade é Azul, com roteiro do próprio diretor, junto com Krzysztof Piesiewicz, conta a história de Julie (Juliette Binoche), uma mulher traumatizada que perdeu o marido e a filha em um trágico acidente de carro. Não existe acontecimento mais antinatural do que um pai ou mãe enterrar seu filho. Aos poucos, Julie procura se libertar do passado e reencontrar a vontade de viver. O cinema de Kieslowski é impregnado de dor e, paradoxalmente, de esperança. Passa, na maioria das vezes, uma sensação de melancolia e aqui, esse sentimento é dos mais fortes. A Liberdade é Azul é um filme que devemos ver com calma e paciência. O resultado final compensa plenamente. Uma dica: veja até o fim dos créditos.

A LIBERDADE É AZUL (Trois Couleurs: Bleu – França 1993). Direção: Krzysztof Kieslowski. Elenco: Juliette Binoche, Benoit Regent, Hélène Vincent, Florence Pernel, Charlotte Very, Emmanuelle Riva, Hugues Quester, Philippe Volter, Julie Delpy, Zbigniew Zamachowski e Alain Decaux. Duração: 100 minutos. Distribuição: Versátil.

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