A disputa do Oscar 2026 de melhor animação de longa-metragem apresentou uma seleção bem curiosa. De um lado, três grandes produções, uma da Netflix (Guerreiras do K-Pop) e duas da Disney/Pixar (Elio e Zootopia 2). Do outro, duas modestas e simpáticas animações vindas da Europa, mais especificamente, da França, Arco, e este A Pequena Amélie. Longa de estreia de Liane-Cho Han Jin Kuang e Maïlys Vallade. O roteiro, escrito pela dupla ao lado de Aude Py, inicia, literalmente, pelo começo da vida de Amélie, uma menina belga que nasceu com uma condição especial e, por conta disso, ela acredita ser uma deusa. A família mora no Japão, pouco tempo depois do término da Segunda Guerra Mundial. E somente após um terremoto, quando Amélie tinha dos anos, é que ela dá os primeiros passos e após comer um pedaço de chocolate o mundo se abre ao seu redor. E tudo fica ainda mais interessante pelo fato de a história ser contada a partir do olhar bem peculiar da menina que dá título ao filme. Em tempo: Kuang e Vallade levaram sete anos para concluir esta bela e delicada animação.
A PEQUENA AMÉLIE (Amélie et la Métaphysique des Tubes – França/ Bélgica 2025). Direção: Liane-Cho Han Jin Kuang e Maïlys Vallade. Animação. Duração: 78 minutos. Distribuição: Mares Filmes.







