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A MARVADA CARNE

A Marvada Carne, longa de estreia do paulistano André Klotzel não poderia ser mais brasileiro. Em todos os sentidos. A começar pela escolha do tema, das locações e da inclusão de figuras folclóricas do imaginário nacional. O roteiro, de Klotzel e Carlos Alberto Sofredini, tem por inspiração a peça As Estrambóticas Aventuras do Joaquim Bentinho, o Queima Campo, de Cornélio Pires, e nos apresenta o caipira Nhô Quim (Adilson Barros). Ele sai de onde mora determinado a realizar dois desejos: encontrar uma mulher que cuide dele e comer carne de boi. No caminho, Quim encontra Carula (Fernanda Torres, em seu segundo papel no cinema), que faz promessas a Santo Antonio para ganhar um marido e ao descobrir o objetivo de Quim inventa que Nhô Totó (Dionísio Azevedo), tem um boi que será abatido para a festa de casamento “dessa fia de meu pai”, como ela costuma dizer. Ele então pede a mão da moça, no entanto, terá que passar por algumas provas de “esperteza”. A Marvada Carne tem um humor ingênuo e é justamente daí que vem toda sua graça. Além disso, as aparições do Curupira e do Tinhoso geram situações bem engraçadas, assim como as conversas de Carula com a pequena estátua do santo casamenteiro. Por fim, caso eu tenha esquecido de comentar alguma coisa, peço desculpas, simplesmente “me passou”.

A MARVADA CARNE (Brasil 1985). Direção: André Klotzel. Elenco: Adilson Barros, Fernanda Torres, Dionísio Azevedo, Geny Prado, Lucélia Maquiavelli, Nelson Triunfo, Paco Sanches, Regina Casé e Chiquinho Brandão. Duração: 77 minutos. Distribuição: Tatu Filmes.

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