Oitavo longa do roteirista e diretor israelense Nadav Lapid, Yes pode ser visto de diferentes maneiras. Tudo gira em torno do casal Y (Ariel Bronz) e Yasmin (Efrat Dor). Ele é pianista e para sustentar a esposa e o filho, ele deixa de lado sua grande paixão pela música e aceita, ao lado dela, qualquer oferta de trabalho que surja. Daí o título do filme. Os dois dizem “sim” para qualquer “serviço” que apareça. Não importa de que tipo seja. A ação se passa em Tel Aviv e já na cena de abertura vemos Y e Yasmin participando de uma festa da alta sociedade do país. Tudo é frenético, excessivo e toma um rumo inesperado após a chegada ao local de um trio fardado de oficiais militares do Estado-maior de Israel. Yasmin rapidamente sugere ao marido uma mudança de rumo. Temos em Yes um casal que por mais desagradáveis e humilhantes que possam ser as tarefas a que são submetidos, os dois aceitam tudo. Porém, aparece uma questão que provoca um dilema moral envolvendo a composição da melodia para um novo hino nacional do país. Situado no período imediatamente posterior ao ataque sofrido por Israel no início de outubro de 2023, Y, funcionando como alterego de Lapid, questiona internamente a forma como seu governo retaliou a ação sofrida do grupo Hamas e as consequências dessa retaliação aos palestinos da Faixa de Gaza. Yes segue alternando momentos eufóricos com outros mais introspectivos e isso é reforçado nas cenas entre Y e sua ex-namorada Leah (Naama Preis). Seja pelos diálogos travados entre os dois ou pela maneira metafórica com o uso que faz do vermelho para retratar o que se passa fora do carro onde estão.
YES (Israel 2025). Direção: Nadav Lapid. Elenco: Ariel Bronz, Efrat Dor, Naama Preis, Aleksey Serebryakov, Sharon Alexander, Idit Teperson e Shira Shaish. Duração: 151 minutos. Distribuição: Imovision.






