O produtor, roteirista e diretor português Rodrigo Areias, em pouco mais de 20 anos de carreira no audiovisual, tem construído uma sólida filmografia, especialmente na produção de trabalhos para cinema e televisão, que já somam mais de uma centena. Como diretor, uma de suas obras mais comentadas é este O Pior Homem de Londres, que se inspira em uma figura real: Charles Augustus Howell. O roteiro de Eduardo Brito nos apresenta este homem, vivido pelo ator Albano Jerónimo, filho de pai inglês e mãe portuguesa que foi um famoso curador de exposições e negociador de arte. No entanto, secretamente, ele atuou como agente secreto da rainha Vitória, além de ter sido um ardiloso chantagista que explorou artistas como Elizabeth Siddal (Victória Guerra) e Dante Gabriel Rossetti (Edward Ashley). Sua singular figura inspirou Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes, a denominá-lo pela alcunha que dá título ao filme e fazer uma participação em uma das histórias do celebrado detetive. A partir dessa premissa e com um protagonista tão interessante era de se esperar um filme envolvente, daqueles que não conseguimos desgrudar os olhos. Não é, infelizmente, o que vemos em O Pior Homem de Londres. Apesar de possuir um fabuloso valor de produção com seus cenários, objetos de cena e figurinos caprichados, desliza em um roteiro e uma direção que não empolgam. No final o que temos é uma boa promessa que não foi cumprida.
O PIOR HOMEM DE LONDRES (Portugal 2024). Direção: Rodrigo Areias. Elenco: Albano Jerónimo, Edward Ashley, Victória Guerra, João Pedro Vaz, Scott Coffey, Christian Vadim, Carmen Chaplin, Simon Paisley Day e Jean-François Balmer. Duração: 127 minutos. Distribuição: Fênix Filmes.







