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CINEMARDEN VAI AO OSCAR

MOINHO VERMELHO

“João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém”. Esses versos do poema Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade, ilustra bem a trama do filme Moinho Vermelho, dirigido em 1927, por Roscoe Arbuckle. E o cinema, assim como o teatro, desde sempre gostou de contar histórias que envolvem os desencontros de sentimentos entre pessoas apaixonadas. Aqui, o roteiro de Frances Marion toma por base uma opereta de mesmo nome criada por Victor Herbert e Henry Martyn Blossom que aborda esse tipo de confusão. Tudo gira em torno de Tina (Marion Davies), uma garçonete que se apaixona por Dennis (Owen Moore). No entanto, ele não sente o mesmo por ela. Mas ao insistir nessa paixão, Tina entra em choque com Gretchen (Louise Fazenda), que por sua vez tem atração por Jacob (Karl Dane), mesmo estando prometida para se casar com o governador da cidade. Arbuckle imprime uma narrativa de conto de fadas para essa comédia muda, o que se revela bastante adequado. E Marion Davies interpreta uma Tina cheia de vida e graça. Impossível não se apaixonar por ela. Em tempo: Moinho Vermelho ganhou o primeiro e único Oscar de melhor entretítulo na cerimônia inaugural do prêmio, em 1929.

MOINHO VERMELHO (The Red Mill – EUA 1927). Direção: Roscoe Arbuckle. Elenco: Marion Davies, Owen Moore, Louise Fazenda, George Siegmann, Karl Dane, Russ Powell, Snitz Edwards e William Orlamond. Duração: 74 minutos. Distribuição: Warner.

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