Josh Safdie iniciou sua carreira no audiovisual trabalhando sozinho, mas foi ao lado de seu irmão Benny que a dupla se tornou conhecida ao dividirem a direção de Bom Comportamento, de 2017, e principalmente Joias Brutas, de 2019. Curiosamente, em 2025, os dois realizaram filmes solo. Benny realizou Coração de Lutador, e Josh fez este Marty Supreme. O roteiro, escrito pelo diretor junto com Ronald Bronstein, se inspira livremente na vida de Marty Reisman, que se tornou campeão de diversas competições de tênis de mesa. Vivido pelo ator Timothée Chalamet, que treinou por cerca de sete anos o esporte para jogar bem em cena, esbanja vitalidade e urgência em sua interpretação. Marty Mauser é um exímio jogador e não mede esforços para atingir seu grande objetivo: se tornar uma lenda mundial do esporte. A ação se passa nos anos 1950 e acompanha o protagonista por altos e baixos onde o vemos persistir na busca de seu ideal, ao mesmo tempo em que vai colecionando inimigos. A direção e a montagem ágeis de Marty Supreme não nos deixa perder o interesse um segundo sequer. O ego mais do que inflado do mesatenista transita na tênue linha que separa o personagem título de sermos contra ou a favor dele. Chalamet dá conta da pressão de interpretar alguém tão limítrofe. A câmera de Josh Safdie nunca desvia o olhar e revela, sem maniqueísmo, toda a complexidade que o jovem carrega para enfrentar as adversidades e fazer valer seu sonho. Mesmo que para isso tenha que jogar com as cartas que forem colocadas à mesa.
MARTY SUPREME (EUA 2025). Direção: Josh Safdie. Elenco: Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow, Odessa A’zion, Tyler the Creator, Luke Manley, Fran Drescher, Larry Sloman, Ralph Colucci, Kevin O’Leary, Koto Kawaguchi, Géza Röhrig e Abel Ferrara. Duração: 149 minutos. Distribuição: Diamond Films.







