O ritmo da franquia James Bond nos primeiros anos foi intenso. Cinco filmes em cinco anos. Com 007 Só Se Vive Duas Vezes, de 1967, foi o quinto deles e ficamos sabendo na época que seria o último estrelado por Sean Connery no papel título. Com roteiro escrito por Harold Jack Bloom e Roald Dahl, este último autor de obras consagradas como A Fantástica Fábrica de Chocolate, Matilda e Convenção das Bruxas, temos aqui um Bond atípico. Tudo começa com a “morte” do agente secreto e depois o leva em uma missão até o Japão. Tudo isso por conta do sumiço de uma nave dos Estados Unidos. Os norte-americanos, como era comum durante a Guerra Fria, suspeitam dos soviéticos. Para complicar tudo, uma nave soviética também some misteriosamente. Caberá ao nosso herói investigar e descobrir o que está por trás desses estranhos e suspeitos acontecimentos. Afinal, as tensões entre as duas superpotências poderão levar o planeta a uma Terceira Guerra Mundial. É visível no desempenho de Connery que ele já não curtia tanto interpretar 007. Relatos das filmagens evidenciaram que a relação entre o ator e os produtores estava bastante tensa. Mas isso não impediu o alto custo desta quinta aventura do agente com licença para matar. Para se ter uma ideia, os gastos para construir o gigantesco cenário do vulcão ficaram um pouco abaixo do valor total de 007 Contra o Satânico Dr. No, primeiro filme da série. Em tempo: este é o único filme de Bond em que ele não aparece dirigindo um carro.
COM 007 SÓ SE VIVE DUAS VEZES (You Only Live Twice – Inglaterra 1967). Direção: Lewis Gilbert. Elenco: Sean Connery, Akiko Wakabayashi, Tetsuro Tanba, Mie Hama, Teru Shimada, Karin Dor, Bernard Lee, Lois Maxwell e Donald Pleasence. Duração: 117 minutos. Distribuição: Warner/Amazon MGM.







