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CINEMARDEN VAI AO OSCAR

BERNARDO E BIANCA

Os estúdios Disney começaram a produzir longas-metragens de animação em 1937, com Branca de Neve e os Sete Anões. Daquele ano até 1977 foram produzidos mais de 20 filmes. A maior parte deles inspirados em contos de fadas e histórias conhecidas do repertório popular. Desta vez, no caso de Bernardo e Bianca, o roteiro escrito por Larry Clemmons e Ken Anderson tinha por base o romance Miss Bianca, de Margery Sharp. A direção ficou a cargo do trio John Lounsbery, Wolfgang Reitherman e Art Stevens e se tornou o primeiro grande sucesso do estúdio desde a morte de Walt Disney. A ação começa no prédio da ONU onde se reúne a Sociedade de Proteção e Ajuda, formada por camundongos de vários países. A reunião se deu por conta da descoberta de uma garrafa com um pedido de ajuda enviado por uma garota de nome Penny. Uma das representantes, Bianca, se oferece para investigar o caso e para tanto ela conta com a companhia de Bernardo. Temos aqui uma animação carregada de aventura, suspense e uma grande vilã, a Madame Medusa. É também um desenho animado com forte veia feminista, algo inédito na época. O custo de sete milhões de dólares gerou uma receita de mais de 70 milhões somente nas bilheterias, sem contar o faturamento em vídeo e outras mídias. Isso fez com que Bernardo e Bianca se tornasse a primeira animação do estúdio a ganhar uma continuação.

BERNARDO E BIANCA (The Rescuers – EUA 1977). Direção: John Lounsbery, Wolfgang Reitherman e Art Stevens. Animação. Duração: 77 minutos. Distribuição: Disney+.

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