Paródias com os filmes de James Bond existem desde a estreia da franquia, em 1962. Mas acredito que a melhor delas seja a trilogia Austin Powers, criada, escrita e estrelada por Mike Myers. O primeiro longa da série, lançado em 1997, foi este Austin Powers: 000, Um Agente Nada Discreto, dirigido pelo estreante Jay Roach, que depois se tornaria um dos nomes mais requisitados para dirigir comédias em Hollywood. A ação começa nos anos 1960 quando nosso herói é congelado após seu arqui-inimigo, Dr. Evil, também interpretado por Myers, foge em uma nave espacial. No presente da história, ou seja, na segunda metade dos anos 1990, ambos voltam a se enfrentar, ao mesmo tempo em que precisam se adaptar ao mundo moderno onde vivem agora. O nonsense é completo. Seja pelo figurino ou pela própria concepção da personagem-título e seu sex appeal. E pensar que Austin foi criado para homenagear o pai de Myers que adorava as comédias inglesas. O roteirista-ator tinha o hábito de conversar em casa falando com sotaque britânico. Divertido, exagerado, completamente “sem noção”, o que tem tudo a ver com o conceito proposto. Além disso, nenhum outro filme havia nos revelado o que acontecia com os “capangas” do vilão após a morte deles. Com Austin Powers finalmente ficamos sabendo. O filme teve um faturamento modesto nas bilheterias. O lucro foi pequeno, mas pelo menos não deu prejuízo. Porém, o lançamento em vídeo fez a personagem “cair nas graças” do público e fez dele um sucesso estrondoso nas locadoras, garantindo assim que fossem produzidas duas continuações.
AUSTIN POWERS: 000, UM AGENTE NADA DISCRETO (Austin Powers: International Man of Mystery – EUA 1997). Direção: Jay Roach. Elenco: Mike Myers, Elizabeth Hurley, Michael York, Mimi Rogers, Robert Wagner, Seth Green e Mindy Sterling. Duração: 95 minutos. Distribuição: Prime Video.







