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ARDIL 22

O diretor Mike Nichols nasceu na Alemanha e migrou para os Estados Unidos quando tinha nove anos por conta da expansão nazista. A carreira em Hollywood iniciou em 1966, com Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?  No ano seguinte fez A Primeira Noite de Um Homem. Ambos foram bem-sucedidos, tanto junto ao público como à crítica e isso o levou a este terceiro longa, Ardil 22. O roteiro, do também ator Buck Henry, é uma adaptação do livro homônimo de Joseph Heller e nos conta uma história que se passa na Itália, pouco antes do fim da Segunda Guerra Mundial. Somos apresentados ao capitão Yossarin (Alan Arkin), piloto da Força Aérea Norte-Americana. Ele pede ao seu superior a diminuição do número de missões alegando loucura. No entanto, um dispositivo legal ou melhor, uma “pegadinha” bem sacana do governo, (daí o título original), não permite que isso aconteça. Cabe então a Yossarin encontrar uma nova saída para resolver seu problema. Nichols, um excepcional diretor de atores, tem em Ardil 22 um time de primeira compondo o extenso elenco predominantemente masculino. Diferente do que ocorreu com seus dois trabalhos anteriores, o sucesso de crítica não foi compartilhado pelo público. O filme não deu prejuízo, mas ficou bem aquém do esperado. Inclusive na temporada de premiações. Em tempo: Orson Welles tentou comprar os direitos de adaptação do livro para ele próprio dirigir, mas não conseguiu e teve que se contentar com o papel do general Dreedle.

ARDIL 22 (Catch-22 – EUA 1970). Direção: Mike Nichols. Elenco: Alan Arkin, Martin Balsam, Buck Henry, Jack Gilford, Jon Voight, Anthony Perkins, Richard Benjamin, Bob Newhart, Art Garfunkel, Charles Grodin e Orson Welles. Duração: 122 minutos. Distribuição: Paramount.

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