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A URUGUAIA

O romancista argentino Pedro Mairal já publicou mais de uma dezena de obras. Duas delas foram adaptadas para cinema: Uma Noite Com Sabrina Love, em 2000, por Alejandro Agresti; e este A Uruguaia, em 2022, por Ana García Blaya. Publicado em 2016, o livro teve o roteiro adaptado por sete roteiristas: Sofía Badia, Alejo Barmasch, Christian Basilis, Juan Games, Marcos Krivocapich, Josefina Licitra e Melania Stucchi. Pode parecer gente demais, no entanto, é bom destacar certas dificuldades do livro, que acontece quase que inteiro na cabeça de seu protagonista, o escritor Lucas Pereyra, vivido pelo ator Sebastián Arzeno. Em histórias assim, é preciso que certas liberdades sejam tomadas e a equipe de roteiristas foi feliz nas opções que tomou. Lucas enfrenta uma típica crise masculina de meia idade e se envolve com uma mulher mais jovem que dá título ao filme, Guerra, interpretada por Fiorella Bottaioli. A ação acontece quase que inteiramente ao longo de um dia na cidade de Montevideo, capital do Uruguai, onde Lucas vai sacar 15 mil dólares no banco e se encontrar com Guerra. Cabe destacar que A Uruguaia teve um custo baixo de produção, em torno de 600 mil dólares, que foram captados quase que integralmente através de uma campanha de financiamento colaborativo apoiada por cerca de duas mil pessoas. O filme é bastante satisfatório, especialmente para quem, assim como eu, tiver lido o livro. Em tempo: há duas cenas durante os créditos finais.

A URUGUAIA (La Uruguaya – Argentina/Uruguai 2022). Direção: Ana García Blaya. Elenco: Sebastián Arzeno, Fiorella Bottaioli, Jazmin Stuart e Gustavo Garzón. Duração: 78 minutos. Distribuição: Orsai Audiovisuales.

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