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NINO DE SEXTA A SEGUNDA

A suposição é somente minha, mas acredito que o título nacional de Nino de Sexta a Segunda, longa de estreia na direção da francesa Pauline Loquès, seja inspirado no clássico Cléo das 5 às 7, dirigido em 1962 por Agnès Varda. Não se trata de uma refilmagem, mas há algumas semelhanças nas premissas de ambos. Especialmente por cobrir um período de tempo envolvendo a personagem principal. No caso de Cléo, apenas duas horas. Já em relação a Nino (Théodore Pellerin), temos um final de semana inteiro. O roteiro, escrito pela própria diretora ao lado de Maud Ameline, começa em uma sexta-feira, dia do aniversário de Nino, quando ele recebe um diagnóstico de câncer e é informado que o tratamento começará na segunda. A partir daí acompanhamos sua jornada ao longo dos dias seguintes antes do retorno ao hospital. Nino, por conta de um curioso detalhe, não consegue voltar para casa e termina passando aqueles dias na companhia da mãe (Jeanne Balibar), do melhor amigo (William Lebghil) e de uma garota de seu passado (Salomé Dewaels). Cada dia é destacado e vemos a trajetória de crescimento interior de Nino aprendendo a lidar com sua nova condição. Tudo isso bem pontuado pelo desempenho do ator que o interpreta. Não apenas pelo que ele diz, mas principalmente por seu olhar e por sua linguagem corporal. Uma pequena obra carregada de sensibilidade e sutileza.   

NINO DE SEXTA A SEGUNDA (Nino – França 2025). Direção: Pauline Loquès. Elenco: Théodore Pellerin, William Lebghil, Salomé Dewaels, Jeanne Balibar, Camille Rutherford, Victoire Du Bois e Mathieu Amalric. Duração: 96 minutos. Distribuição: Filmes do Estação.

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