A história de Golda Meir, primeira-ministra de Israel de 1969 a 1974, já havia rendido o telefilme Uma Mulher Chamada Golda, dirigido por Alan Gibson, em 1982, e estrelado por Ingrid Bergman, em seu derradeiro trabalho como atriz. Pouco mais de quatro décadas depois, o cineasta israelense Guy Nattiv nos traz um momento importante na trajetória dessa grande líder em Golda: A Mulher de Uma Nação. O roteiro de Nicholas Martin se concentra no ano de 1973, mais especificamente durante a Guerra do Yom Kippur, quando Israel foi invadido por tropas do Egito e da Síria. O recorte aqui lembra um pouco o que foi feito no filme O Destino de Uma Nação, sobre as primeiras semanas de Churchill no governo britânico. Talvez por conta disso é que no Brasil tenham incluído o subtítulo “A Mulher de Uma Nação”. À frente do elenco temos Helen Mirren no papel-título. A maquiagem, que levava três horas e meia para ser finalizada, é assombrosa e deixou a atriz muito parecida com a figura retratada. Seu desempenho também é preciso. A começar pelo sotaque norte-americano. Na verdade, Golda nasceu na atual Ucrânia e migrou com os pais ainda menina para os Estados Unidos, onde viveu por cerca de 15 anos, quando mudou-se para a região da Palestina que depois veio a se tornar o Estado de Israel. Dificilmente seu trabalho não será lembrado pela Academia de Hollywood na categoria de melhor atriz no Oscar 2024, assim como na categoria de melhor maquiagem e cabelo.
GOLDA: A MULHER DE UMA NAÇÃO (Golda – Inglaterra/EUA 2023). Direção: Guy Nattiv. Elenco: Helen Mirren, Henry Goodman, Camille Cottin, Rami Heuberger, Lior Ashkenazi, Ed Stoppard, Liev Schreiber e Dominic Mafham. Duração: 100 minutos. Distribuição: Diamond Films.







