Em 2002 a franquia James Bond chegou ao seu 40º aniversário com um total de 20 filmes oficiais. Isso significa um filme a cada dois anos, uma média realmente invejável. A aventura comemorativa desta importante marca é 007: Um Novo Dia Para Morrer, dirigido pelo neozelandês Lee Tamahori, a partir de um roteiro de Neal Purvis e Robert Wade. A aventura é marcada também pela despedida de Pierce Brosnan. No total ele interpretou Bond em quatro filmes. O inimigo da vez é Gustav Graves (Toby Stephens) e seu fiel auxiliar Zao (Rick Yune). A dupla desenvolveu uma arma que pode provocar uma nova guerra mundial. Temos aqui um Bond genérico. E deveria e poderia ser melhor por comemorar as quatro décadas do herói no cinema. Mas o roteiro é confuso, a montagem idem, além dos excessos inverossímeis que incluem até um carro invisível, o Aston Martin V12 Vanquish. Não por acaso, é o filme que Brosnan menos gosta entre os que fez e muitos lembram dele apenas por conta do tema cantado por Madonna. Houve na época uma especulação sobre um filme solo com a agente Jinx, papel da atriz Halle Barry na trama. Mas o projeto não foi adiante. Em tempo: 007: Um Novo Dia Para Morrer é cheio de referências aos filmes da franquia. Uma forma que os produtores encontraram de dar uma “piscada de olho” para os fãs e homenagear a longevidade da série. Em tempo: Houve uma tentativa de revitalização do herói nos filmes estrelados por Pierce Brosnan, mas não funcionou como esperado. Isso viria a acontecer de maneira eficiente a partir de 2006, com um novo ator, Daniel Craig, em Cassino Royale e nos outras quatro aventuras que ele estrelou.
007: UM NOVO DIA PARA MORRER (Die Another Day – Inglaterra 2002). Direção: Lee Tamahori. Elenco: Pierce Brosnan, Halle Barry, Rosamund Pike, Toby Stephens, Rick Yune, Michael Madsen, John Cleese e Judi Dench. Duração: 133 minutos. Distribuição: Warner/Amazon MGM.







