A carreira do roteirista e diretor italiano George Pan Cosmatos durou pouco mais de 25 anos. Nesse período ele realizou apenas dez filmes, sendo mais lembrado pela direção de Rambo II: A Missão e Stallone: Cobra. O próprio Cosmatos teve a ideia para A Travessia de Cassandra, seu terceiro longa. O roteiro ele escreveu junto com Tom Mankiewicz e Robert Katz. Tudo começa em Genebra, na Suíça, onde ocorre uma invasão ao prédio da Associação Internacional de Saúde. Dois terroristas atacam um dos laboratórios e são contaminados por um vírus letal. Um deles é capturado e o outro embarca em um trem e acaba contaminando os passageiros. Com isso, forças militares tentem controlar a situação epidêmica. A Travessia de Cassandra foi um das primeiras obras cinematográficas a utilizar como premissa elementos de uma guerra bacteriológica. Na época, era muito comum os chamados “disaster movies” ou “filmes de desastre”. O elenco estelar traz nomes como Sophia Loren, Richard Harris, Ava Gardner e Burt Lancaster. Na maior parte das vezes funcionando apenas como chamariz de público. Mas não é bem o caso aqui. Cosmatos, apesar de não ser um cineasta autoral, tem domínio de seu ofício e sabe contar uma história corretamente. Em muitos casos, é o que basta.
A TRAVESSIA DE CASSANDRA (The Cassandra Crossing – Inglaterra/Itália/Alemanha 1976). Direção: George Pan Cosmatos. Elenco: Sophia Loren, Richard Harris, Burt Lancaster, Martin Sheen, Ava Gardner, O.J. Simpson, Lee Strasberg, Leonel Stander, Ann Turkel e Ingrid Thulin. Duração: 129 minutos. Distribuição: Top Tape/Looke.







