PASSAGENS

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O norte-americano Ira Sachs é um dos mais talentosos diretores de sua geração. Em pouco mais de três décadas no audiovisual ele construiu uma sólida carreira com uma filmografia coesa e impactante em sua temática recorrente de abordar relacionamentos. Não é diferente em Passagens, seu décimo primeiro longa. O roteiro, escrito por ele ao lado de Mauricio Zacharias, traz um triângulo amoroso formado por Tomas (Franz Rogowski), Martin (Ben Whishaw) e Agathe (Adèle Exarchopoulos). Os dois primeiros estão casados há 15 anos e têm a relação abalada após Tomas se envolver com Agathe. Para ele, aquela experiência com uma mulher apresenta uma sensação nova e estimulante. Triângulos amorosos, na maior parte das vezes, são fadados ao fracasso. Há outros fatores, no entanto, que contribuem bastante para um relacionamento fracassar. E Sachs trabalha muito bem isso em Passagens. Especialmente na figura de Tomas. A estrutura narrativa, quase teatral, se concentra no trio principal. Apesar de em alguns momentos termos mais pessoas em cena, elas apenas orbitam ao redor dos três em questão. A exemplo do que seu conterrâneo Julian Schnabel já fez no passado, Sachs filmou Passagens na França. Ele utilizou um elenco multinacional e dinheiro francês e, ouso dizer, sem demérito algum, que parece um filme francês. Mas, ao mesmo tempo, é um típico Sachs. O que é muito bom. Enfim, o melhor de dois mundos.

PASSAGENS (Passages – França/Alemanha 2023). Direção: Ira Sachs. Elenco: Franz Rogowski, Ben Whishaw, Adèle Exarchopoulos, Caroline Chaniolleau, Erwan Kepoa Falé, Arcadi Radeff, William Nadylam e Anton Salachas. Duração: 92 minutos. Distribuição: O2 Play/MUBI.

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Last modified: 2 de setembro de 2023

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