UMA SIMPLES FORMALIDADE

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O cineasta italiano Giuseppe Tornatore experimentou reconhecimento mundial por conta do filme Cinema Paradiso, que ele escreveu e dirigiu em 1988. Ele poderia ter se acomodado no sucesso obtido tão cedo em sua carreira e feito filmes que procurassem repetir aquele acerto. Ainda bem que ele pensou diferente. Uma Simples Formalidade, que ele também escreveu e dirigiu, conta a história de um crime que acontece em uma noite de muita chuva. Um suspeito, Onoff (Gérard Depardieu), é levado para ser interrogado pelo inspetor de plantão, vivido pelo diretor Roman Polanski. A “conversa” tem início de maneira bastante cordial, afinal, Onoff é um famoso escritor e o inspetor sabe disso. Porém, aos poucos, aquele clima leve começa a ceder espaço a um tenso confronto entre os dois. O cenário é basicamente o mesmo o filme inteiro. A trama é das mais intrigantes e cheia de boas surpresas, principalmente, a última delas. A trilha sonora, composta por Ennio Morricone, é um primor. Só restou a Tornatore ligar a câmara e ficar quieto se maravilhando com o que era capturado pela lente. Uma Simples Formalidade prova mais uma vez que não é preciso muita pirotecnia para se fazer um grande filme. Se você tiver os elementos básicos certos, como é o caso aqui, não tem erro.
UMA SIMPLES FORMALIDADE (Una Pura Formalità – Itália/França 1993). Direção: Giuseppe Tornatore. Elenco: Gérard Depardieu, Roman Polanski, Sergio Rubini, Nicola Di Pinto, Paolo Lombardi e Maria Rosa Spagnolo. Duração: 107 minutos. Distribuição: Mundial.

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Last modified: 30 de abril de 2015

3 respostas para “UMA SIMPLES FORMALIDADE”

  1. Vi uma única vez esta grande obra, mas nunca mais saiu da minha mente esta simples/grande história!

  2. Anotado, Marden; outra indicação para não deixar de lado. Grata pela preciosa dica. A experiência enfática do Glauber tonificou ainda mais a minha decisão de pegar o dvd.

  3. O melhor Tornatore e dos filmes mais inteligentes que eu jah vi [e revi diversas vezes e tenho em casa e essas coisas todas]. Ademais, os dialogos foram escritos por Pascal Quignard. Um escritor frances extraordinario – mais conhecido no cinema por Todas as Manhas do Mundo.

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